Tuesday, February 03, 2009

O DILEMA DE MORAR SOZINHO - PARTE VI




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Ninguém está seguro! Nem mesmo debaixo da igreja ―, pode vir a desmoronar sobre a cabeça dos fiés quanto menos se espera. Pessimismo? Não! Porque sou uma pessoa muito otimista, mas não posso fechar os olhos para a realidade que invade a nossa casa.

Sempre na virada de ano, fazemos “aquela” reflexão..., colocamos os pingos nos “is” que passaram despercebidos no ano velho, e, fazemos “aquele” planejamento para o ano novo. Bom seria se tudo acontecesse como planejamos.

Era apenas o 13º dia do ano novo, e as adversidades invadiram minha casa, ou melhor, um ladrão invadiu. Não sei há quanto tempo eu vinha sendo observada ou perseguida. O fato é que acordei às 3h da madrugada com um barulho de porta “se abrindo”. Quando abri os olhos, tinha um homem dentro da minha casa, não hesitei: Gritei muito alto como se fosse meu último grito.

Praticamente, o gatuno já estava de saída. Correu desesperadamente! Desarmado provavelmente, do contrário, teria me matado naquele momento ou até mesmo me violentado, pois ele estava lá dentro. Há quanto tempo? Eu não sei, é melhor nem pensar. Levou minha bolsa com apenas R$ 2,00 e todos os meus documentos e cartões. A pergunta que não quer calar: como encontrou a bolsa se nem eu mesma sabia onde eu tinha colocado? Talvez ele tenha entrado com uma lanterna. Ao se dá conta que saiu no prejuízo, abandonou a bolsa a uns 3 km de distância. Fui contatada no dia seguinte, pois tinha um telefone para contato.

Em estado de choque gritei por socorro. A vizinha da casa de frente me socorreu prontamente. Dando-me água e me levando para sua casa. Liguei para meu amigo Alexandre que, imediatamente, com sua mãe, saíram de madrugada ao meu encontro. Deram-me toda a assistência após o ocorrido.

Não consegui voltar mais para aquela casa “mal-assombrada”, assim posso dizer. Pois vivi um terror na minha vida. Fiquei desestruturada tanto emocionalmente quanto financeiramente. Pois as mudanças repentinas me desgastaram plenamente encurtando meu orçamento.

Nesta hora difícil, contei com o apoio da empresa onde trabalho, a qual me liberou das atividades da semana, com a Coordenação da Pós-graduação que renegociou as parcelas, pois eu iria abrir mão do curso para poder colocar tudo no lugar, e com a grande ajuda da minha melhor amiga, a Chris, que cedeu um pedacinho do seu lar até que tudo se resolvesse.

Já estou na minha nova casa. Estou começando do “zero”. As traças e os cupins roubaram meu espaço, mas não a minha fé. Confesso que senti muita falta do colo do papai e da mamãe. Se tudo na vida tem um preço... é por isso que existe o capitalismo!Morar sozinho é um grande dilema.

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